terça-feira, 7 de agosto de 2012
O ônus do Crescimento
Muito se fala sobre o crescimento econômico e o desenvolvimento de algumas cidades do interior. Uma visão simplista associa “crescimento” ao fato de acabar com a pobreza, gerar empregos e distribuir renda. Certamente esses fatores tem grande importância, mas existe outro aspecto que deve ser considerado. Cidades bucólicas com hábitos de vida simples e tradições centenárias estão perdendo toda a sua história e literalmente “expulsando” os moradores locais por conta do crescimento.
Da noite para o dia uma cidade inteira é convidada a sair de suas casas, recebem treinamento numa nova profissão, são escalados para trabalhar numa fábrica de 07 às 16h e passam a conviver com barulho, tráfego, poluição, densidade demográfica e todo o ônus de uma cidade grande.
Os governantes informam: “Agora sim chegou a sua vez. Trouxemos desenvolvimento, empresas, novos empregos etc”. E você, morador do interior que adorava aquela vida pacata e sem stress, se pergunta: Era isso que eu queria?
Essa tem sido a realidade dos países em desenvolvimento. Crescimento, crescimento, crescimento. Governantes, empresários, capitalistas comemoram. De fato, é um ótimo momento para fazer negócios e prosperar. Mas a qualidade de vida não está no jogo.
Eu acho que o crescimento é muito positivo. Muitos acham, mas há de ser respeitada a liberdade de escolha. Isso não tem acontecido em locais como Ilha da Madeira (Itaguaí) e São João da Barra onde se vivia quase que exclusivamente da pesca e comércio local. Agora, ganharam de presente um dos maiores portos da América Latina, triplicando a sua população, atraindo grandes empresas e alterando toda a rotina do lugar.
Seja bem-vindo ao desenvolvimento! Ou você entra no jogo ou vá embora!
Festival de Gastronomia em Friburgo
A FEVEST - Feira Brasileira de Moda Íntima de Friburgo - termina hoje, mas o Festival Gastronômico continua até domingo (12/08). Vale dar uma passadinha e conferir a criatividade dos pratos que foram lançados exclusivamente para o evento.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Chegou a hora do RJ !
O Interior Fluminense apresentou um crescimento exponencial nos últimos anos. Numa avaliação mais imediata, acabamos por acreditar que apenas as cidades envolvidas com a extração do Petróleo são responsáveis por índices tão fantásticos. Mas um olhar mais criterioso revela outras regiões em franco crescimento. É o caso, por exemplo, de Porto Real que tem o maior PIB Per Capita do Estado do RJ. A abertura da fábrica da Peogeot-Citroen em 2001 trouxe crescimento ao município, atrelada a outras mudanças administrativas que proporcionaram maior arrecadação de IPVA e ainda a abertura de um novo pólo de importação, também da Peogeot-Citroen, inaugurado em 2008.
No mesmo ritmo seguem as cidades de Três Rios e Piraí com abertura das fábricas da Nestlé e Ambev respectivamente. Milhares de empregos gerados e toda uma economia de serviços aquecida. Novas pessoas demandam moradia, lazer, compras, serviços, higiene pessoal, saúde, educação etc.
Segundo matéria da Revista Isto É Dinheiro (abril/2011), trata-se de uma tendência nacional: “Pela primeira vez na história, o motor dos negócios não está concentrado nas grandes capitais. São as cidades de pequeno e médio porte que impulsionam o desenvolvimento” .
É uma prova clara de que não há mais espaço para grandes empreendimentos na cidade do Rio de Janeiro e eles estão migrando para o interior. Na região metropolitana concentram-se os escritórios, bancos, mercado financeiro e tomadas de decisão. Enquanto toda a mão de obra, desenvolvimento, fabricação e logística concentra-se no interior. É o mais correto e o que já acontece, por exemplo, em São Paulo, que tem um interior tão próspero. No nosso caso, passamos muito tempo concentrados apenas na capital.
O Rio de Janeiro passou por décadas difíceis com problemas políticos e escassez de investimentos. Felizmente o cenário futuro se mostra positivo. Tudo isso sem falar do pré-sal que movimenta cifras generosas no Norte Fluminense, conferindo à cidade de Campos dos Goytacazes um dos maiores crescimentos em renda per capita do país. Até a cidade de Houston (capital do petróleo nos EUA) se mostrou perplexa com o movimento que está acontecendo no RJ, segundo uma matéria da revista Você S.A. em abril/2011. Na carona, as cidades de Macaé, Rio das Ostras e Quissamã não param de crescer com os recursos dos royalties do petróleo. Obras grandiosas estão sendo realizadas com investimentos bilionários. É o caso de São João da Barra com o Super Porto do Açu, Itaguaí com o Superporto Sudeste e a Comperj em Itaboraí que será o maior investimento da história da Petrobras (R$ 15 bilhões).
Paralelamente, acontece a transformação da cidade do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas de 2016. O momento não poderia ser melhor para o nosso Estado. Seja na capital ou no interior, alguém discorda que o caminho está mais do que fértil para ganhar dinheiro?
No mesmo ritmo seguem as cidades de Três Rios e Piraí com abertura das fábricas da Nestlé e Ambev respectivamente. Milhares de empregos gerados e toda uma economia de serviços aquecida. Novas pessoas demandam moradia, lazer, compras, serviços, higiene pessoal, saúde, educação etc.
Segundo matéria da Revista Isto É Dinheiro (abril/2011), trata-se de uma tendência nacional: “Pela primeira vez na história, o motor dos negócios não está concentrado nas grandes capitais. São as cidades de pequeno e médio porte que impulsionam o desenvolvimento” .
É uma prova clara de que não há mais espaço para grandes empreendimentos na cidade do Rio de Janeiro e eles estão migrando para o interior. Na região metropolitana concentram-se os escritórios, bancos, mercado financeiro e tomadas de decisão. Enquanto toda a mão de obra, desenvolvimento, fabricação e logística concentra-se no interior. É o mais correto e o que já acontece, por exemplo, em São Paulo, que tem um interior tão próspero. No nosso caso, passamos muito tempo concentrados apenas na capital.
O Rio de Janeiro passou por décadas difíceis com problemas políticos e escassez de investimentos. Felizmente o cenário futuro se mostra positivo. Tudo isso sem falar do pré-sal que movimenta cifras generosas no Norte Fluminense, conferindo à cidade de Campos dos Goytacazes um dos maiores crescimentos em renda per capita do país. Até a cidade de Houston (capital do petróleo nos EUA) se mostrou perplexa com o movimento que está acontecendo no RJ, segundo uma matéria da revista Você S.A. em abril/2011. Na carona, as cidades de Macaé, Rio das Ostras e Quissamã não param de crescer com os recursos dos royalties do petróleo. Obras grandiosas estão sendo realizadas com investimentos bilionários. É o caso de São João da Barra com o Super Porto do Açu, Itaguaí com o Superporto Sudeste e a Comperj em Itaboraí que será o maior investimento da história da Petrobras (R$ 15 bilhões).
Paralelamente, acontece a transformação da cidade do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas de 2016. O momento não poderia ser melhor para o nosso Estado. Seja na capital ou no interior, alguém discorda que o caminho está mais do que fértil para ganhar dinheiro?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Parthenon em Campos
A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes impressiona por sua imponência. O projeto foi inspirado na arquitetura do Parthenon, em Atenas. A réplica é igualmente monumental. Vale a visita.
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